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Com Xica da Silva 1976, o diretor Carlos Diégues renova a maneira pela qual o cinema brasileiro costumava avaliar a identidade nacional através do passado colonial. O projeto de Diégues sobressai por sua busca de popularidade, pelo tipo de representativo simbólico da nação que oferece e, também, pela polivalência das suas estratégias de representação. Esta versão da vida de Xica da Silva—uma escrava que adquiriu liberdade e riqueza no Brasil do século dezoito—já provocou vivas polêmicas por seu aproveitamento de estereótipos raciais e sexuais. Este artigo analisa o complexo e mutante tratamento cinematográfico da protagonista. Especificamente, enfoca o processo mediante o qual o diretor tenta definir simbolicamente Xica da Silva.
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