Paths Into and Out of Totalizing Motherhood

Discourses of Middle-Class Brazilian Women Professionals

Maureen O’Dougherty

Abstract

This article examines discourses on motherhood among young middle-class Brazilian women in Rio de Janeiro for whom the challenge of reconciling motherhood and employment constituted a key drama. Interviews revealed women’s multiple strategies, both traditional and modern, including securing a professional position, having two children later in life, and relying on childcare aid of domestic workers and/or grandmothers. Analysis of their stories and commentaries identified three discourses: the first, favoring more direct care than preceding generations; the second, opposing “totalizing” motherhood, i.e., finding stay at home motherhood disagreeable and asserting that women are better mothers with an outside occupation; the third, a discourse of guilt. I suggest the evaluations both justify choices regarding a mother’s employment and attest to the speaker’s emotional and moral absorption in motherhood. Thus, I find a moral/emotional intensification of mothering allows these middle-class Brazilian women to partially escape from and partially accept a totalizing motherhood.

Resumo

Este artigo examina discursos da maternidade entre jovens mulheres profissionais da classe média carioca para quem o maior drama e desafio é conciliar a maternidade e o emprego. As entrevistas ilustram múltiplas estratégias tanto contemporâneas como tradicionais das mulheres; isto é, assegurar uma posição professional antes de ter dois filhos, e aderir às normas tradicionais de gênero graças a ajuda de empregadas domésticas e/ou das avós. A análise das entrevistas identificou três discursos: o primeiro favorece maior cuidado maternal relativa à geração anterior; o segundo se opõe a maternidade “totalizante;” isto é, acha desagradável ficar em casa cuidando dos filhos e afirma que as mulheres com ocupações profissionais são melhores mães; o terceiro é um discurso de culpa. Proponho que essas avaliações justifiquem as escolhas em relação ao emprego remunerado e ao mesmo tempo afirmam a dedicação moral e emocional à maternidade da entrevistada. Sugiro que uma intensificação moral/emocional em torno da maternidade permita que estas mulheres da classe média brasileira possam parcialmente escapar e parcialmente aceitar uma maternidade totalizante.

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