Ida e volta

“Quase Brasil,” “quase político” and the Inherent Vice of Freyre’s Lusotropicalist Framing

Rui Gonçalves Miranda

Abstract

This article addresses the morpholinguistic and stylistic devices underwriting Freyre’s writing as the notion of “lusotropicalism” is advanced, mainly in the travelogue Aventura e rotina (1953) and the accompanying volume Um brasileiro em terras portuguesas (1953). With a view to questioning the foundations as well as to reexamining the conditions of possibility of a number of national and transnational commonplaces, policies and discourses which, knowingly or unknowingly, are inspired or shaped by Freyre’s “lusotropicalism,” it will break down the use of metaphors, morpholinguistic tropes, and the simile carrying Freyre’s self-fashioning as a modern Luís de Camões. Freyre’s observations on the then Portuguese colonies are of importance only insofar as they help build up his own projection of a “mundo português” and a lusotropical “family” led by Brazil, as he disingenuously acquiesces that his journey (sponsored by the Portuguese Estado Novo) acquires a “significado quase político.”

Resumo

Este artigo aborda os recursos morfolinguísticos e estilísticos subjacentes à escrita de Freyre, nomeadamente no que se refere à formulação da noção de “lusotropicalismo” sobretudo no diário de viagem Aventura e rotina (1953) e na antologia Um brasileiro em terras portuguesas (1953). Ao analisar o uso de metáforas, tropos morfolinguísticos e a comparação que sustém a auto-representação de Freyre como um moderno Luís de Camões,” visa-se questionar quer os alicerces quer as condições de possibilidade de um número de lugares-comuns nacionais e internacionais inspirados—conscientemente ou não—pelo lusotropicalismo de Freyre. As observações de Freyre sobre as então colónias portuguesas adquirem relevância unicamente na medida em que possam ajudar a construir a sua própria projeção de um “mundo português” e de uma “família” lusotropical liderados pelo Brasil, ao acabar por admitir algo dissimuladamente que a sua viagem (sob o patrocínio do Estado Novo português) adquire um “significado quase político.”

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