Inversions, Subversions, Reversions

Possibilities of the Literary Sertão

David M. Mittelman

Abstract

This essay traces the development of the literary sertão as marked by inversion and reversal, allowing it to function as a space in which the familiar norms and constraints of Brazilian social reality can be represented as lacking in force or absent altogether. I begin by discussing how early writers did not view the semiarid sertões as meaningfully distinct from other spaces within the colonial and early national territory but saw these lands as inviting or forbidding in accordance with their general views of Brazil’s promise or peril. I then show how canonical writers José de Alencar, Euclides da Cunha, Graciliano Ramos, and João Guimarães Rosa all present the sertão as a unique social space defined by inversion and subversion of supposed norms, though each author does so in a distinct manner relevant to his own aesthetic and political concerns. I conclude by proposing that Itamar Vieira Junior draws on this tradition to enact a project of decolonial reversion in his 2019 novel Torto arado.

Este ensaio traça o desenvolvimento do sertão literário como território marcado por inversão e reversão, o que permite que o sertão funcione como espaço dentro do qual as normas e restrições da realidade social brasileira podem ser representadas como enfraquecidas ou ausentes. Começo por discutir como os primeiros escritores que abordaram os sertões semiáridos não os entenderam como significativamente distintos dos demais territórios coloniais/nacionais, mas os viram como atrativos ou medonhos conforme a visão geral que tinham do Brasil como lugar de esperança ou de perigo. Em seguida, argumento que os autores canônicos José de Alencar, Euclides da Cunha, Graciliano Ramos e João Guimarães Rosa apresentam o sertão como espaço social único, definido por inversão e subversão de supostas normas, embora cada escritor o faça de maneira distinta, de acordo com seu projeto estético-político. Na conclusão proponho que o romance contemporâneo Torto arado (2019) de Itamar Vieira Júnior seja lido como dando continuidade a essa tradição ao realizar um projeto narrativo de reversão decolonial.

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Resumo

Abstract

This essay traces the development of the literary sertão as marked by inversion and reversal, allowing it to function as a space in which the familiar norms and constraints of Brazilian social reality can be represented as lacking in force or absent altogether. I begin by discussing how early writers did not view the semiarid sertões as meaningfully distinct from other spaces within the colonial and early national territory but saw these lands as inviting or forbidding in accordance with their general views of Brazil’s promise or peril. I then show how canonical writers José de Alencar, Euclides da Cunha, Graciliano Ramos, and João Guimarães Rosa all present the sertão as a unique social space defined by inversion and subversion of supposed norms, though each author does so in a distinct manner relevant to his own aesthetic and political concerns. I conclude by proposing that Itamar Vieira Junior draws on this tradition to enact a project of decolonial reversion in his 2019 novel Torto arado.

Este ensaio traça o desenvolvimento do sertão literário como território marcado por inversão e reversão, o que permite que o sertão funcione como espaço dentro do qual as normas e restrições da realidade social brasileira podem ser representadas como enfraquecidas ou ausentes. Começo por discutir como os primeiros escritores que abordaram os sertões semiáridos não os entenderam como significativamente distintos dos demais territórios coloniais/nacionais, mas os viram como atrativos ou medonhos conforme a visão geral que tinham do Brasil como lugar de esperança ou de perigo. Em seguida, argumento que os autores canônicos José de Alencar, Euclides da Cunha, Graciliano Ramos e João Guimarães Rosa apresentam o sertão como espaço social único, definido por inversão e subversão de supostas normas, embora cada escritor o faça de maneira distinta, de acordo com seu projeto estético-político. Na conclusão proponho que o romance contemporâneo Torto arado (2019) de Itamar Vieira Júnior seja lido como dando continuidade a essa tradição ao realizar um projeto narrativo de reversão decolonial.

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