Abstract
This article examines two Brazilian encyclopedias created by literary writers: Wlademir Dias-Pino’s Enciclopédia visual and Qorpo-Santo’s Ensiqlopédia, ou seis mezes de huma enfermidade. Through the study of these encyclopedias, I propose that knowledge is a domestic practice that does not primarily consist of the reproducible, universalizing content traditionally associated with encyclopedias; rather, this practice is a mode of building and living in the space a person uses to comprehend things known. I locate knowledge in readers’—and these encyclopedia writers’—embodied encounters with the materials used to build this knowledge, grounding my arguments in place-based theories of knowledge and histories of the encyclopedia genre. I consider how the two Brazilian encyclopedias both symbolically and materially make the architectures of knowledge their writers inhabit. I also consider how the autoknowledge (a term I coin) facilitated by these projects ultimately embodies an ethics of invitation that allows readers to make their own knowledge in another’s place.
Este artigo examina duas enciclopédias brasileiras criadas por escritores literários: a Enciclopédia visual de Wlademir Dias-Pino e Ensiqlopédia, ou seis mezes de huma enfermidade de Qorpo-Santo. Através do estudo desses projetos, proponho que o conhecimento é uma prática doméstica: não consiste primordialmente na produção de um conteúdo universal e reprodutível, tradicionalmente atribuído a enciclopédias; ao contrário, trata-se de uma prática de construir e habitar os espaços utilizados para apreender o que se conhece. Eu exploro o conhecimento que emerge dos encontros corporais que os leitores e os escritores aqui analisados têm com os materiais que utilizam para construir esses espaços, baseando-me em teorias espaciais do conhecimento e na história do gênero enciclopédico. Faço uma análise de como as duas enciclopédias brasileiras constroem, tanto simbólica quanto materialmente, as arquiteturas dos lugares que habitam os seus autores. Também considero como o conhecimento facilitado por esses projetos representa uma ética do convite que permite a quem lê a construção do seu próprio conhecimento no lugar do outro.
Resumo
Abstract
This article examines two Brazilian encyclopedias created by literary writers: Wlademir Dias-Pino’s Enciclopédia visual and Qorpo-Santo’s Ensiqlopédia, ou seis mezes de huma enfermidade. Through the study of these encyclopedias, I propose that knowledge is a domestic practice that does not primarily consist of the reproducible, universalizing content traditionally associated with encyclopedias; rather, this practice is a mode of building and living in the space a person uses to comprehend things known. I locate knowledge in readers’—and these encyclopedia writers’—embodied encounters with the materials used to build this knowledge, grounding my arguments in place-based theories of knowledge and histories of the encyclopedia genre. I consider how the two Brazilian encyclopedias both symbolically and materially make the architectures of knowledge their writers inhabit. I also consider how the autoknowledge (a term I coin) facilitated by these projects ultimately embodies an ethics of invitation that allows readers to make their own knowledge in another’s place.
Este artigo examina duas enciclopédias brasileiras criadas por escritores literários: a Enciclopédia visual de Wlademir Dias-Pino e Ensiqlopédia, ou seis mezes de huma enfermidade de Qorpo-Santo. Através do estudo desses projetos, proponho que o conhecimento é uma prática doméstica: não consiste primordialmente na produção de um conteúdo universal e reprodutível, tradicionalmente atribuído a enciclopédias; ao contrário, trata-se de uma prática de construir e habitar os espaços utilizados para apreender o que se conhece. Eu exploro o conhecimento que emerge dos encontros corporais que os leitores e os escritores aqui analisados têm com os materiais que utilizam para construir esses espaços, baseando-me em teorias espaciais do conhecimento e na história do gênero enciclopédico. Faço uma análise de como as duas enciclopédias brasileiras constroem, tanto simbólica quanto materialmente, as arquiteturas dos lugares que habitam os seus autores. Também considero como o conhecimento facilitado por esses projetos representa uma ética do convite que permite a quem lê a construção do seu próprio conhecimento no lugar do outro.
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