Afro-Brazil and Indigeneity from Pau-Brasil to Antropofagia

Adrian Anagnost

Abstract

Oswald de Andrade’s “Manifesto da Poesia Pau-Brasil” is often viewed as a precursor to the 1928 “Manifesto Antropófago,” establishing a link between avant-garde primitivism and the Antropofagia movement, despite a four-year gap between the texts. This temporal blur obscures differences between works of visual art, like Tarsila do Amaral’s A Negra from 1923, painted during her exploration of Brazilianness in Paris, versus Antropofagia, emerging amid an interest in Amazonian Indigenous cultures, signifying a shift from a multi-racial and Afro-Brazilian imaginary to exclusively European and Amerindian references. The manifestos’ and artworks’ postcolonial, decolonizing, or anti-colonial status becomes muddled, with varied interpretations ranging from classic oscillation between the national and cosmopolitan to a form of postcolonial hybridity. This article reinterprets these manifestos as grappling with Brazil’s postcolonial condition, by analyzing their distinct approaches to Brazilian national culture and engagements with historically excluded Indigenous, Afro-Brazilian, and other cultural forms.

O “Manifesto da Poesia Pau Brasil” de Oswald de Andrade é visto como precursor do “Manifesto Antropófago” de 1928, estabelecendo uma genealogia do primitivismo da vanguarda ao movimento Antropofagia, apesar de um intervalo de quatro anos entre os textos. Essa confusão temporal também obscurece as diferenças entre obras de arte visual, como A Negra de Tarsila de 1923, pintada durante sua exploração da brasilidade em Paris, e Antropofagia, emergindo em meio a um interesse pelas culturas indígenas amazônicas no Brasil. O estatuto pós-colonial, descolonizador ou anticolonial dos manifestos e da arte torna-se confuso, com interpretações variadas que vão desde a oscilação clássica entre o nacional e o cosmopolita até uma forma de hibridismo pós-colonial. Este artigo reinterpreta esses manifestos como uma forma de lidar com a condição pós-colonial do Brasil, analisando suas abordagens distintas à cultura nacional brasileira e seus envolvimentos com povos indígenas, afro-brasileiros e outras formas culturais historicamente excluídas.

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Resumo

Abstract

Oswald de Andrade’s “Manifesto da Poesia Pau-Brasil” is often viewed as a precursor to the 1928 “Manifesto Antropófago,” establishing a link between avant-garde primitivism and the Antropofagia movement, despite a four-year gap between the texts. This temporal blur obscures differences between works of visual art, like Tarsila do Amaral’s A Negra from 1923, painted during her exploration of Brazilianness in Paris, versus Antropofagia, emerging amid an interest in Amazonian Indigenous cultures, signifying a shift from a multi-racial and Afro-Brazilian imaginary to exclusively European and Amerindian references. The manifestos’ and artworks’ postcolonial, decolonizing, or anti-colonial status becomes muddled, with varied interpretations ranging from classic oscillation between the national and cosmopolitan to a form of postcolonial hybridity. This article reinterprets these manifestos as grappling with Brazil’s postcolonial condition, by analyzing their distinct approaches to Brazilian national culture and engagements with historically excluded Indigenous, Afro-Brazilian, and other cultural forms.

O “Manifesto da Poesia Pau Brasil” de Oswald de Andrade é visto como precursor do “Manifesto Antropófago” de 1928, estabelecendo uma genealogia do primitivismo da vanguarda ao movimento Antropofagia, apesar de um intervalo de quatro anos entre os textos. Essa confusão temporal também obscurece as diferenças entre obras de arte visual, como A Negra de Tarsila de 1923, pintada durante sua exploração da brasilidade em Paris, e Antropofagia, emergindo em meio a um interesse pelas culturas indígenas amazônicas no Brasil. O estatuto pós-colonial, descolonizador ou anticolonial dos manifestos e da arte torna-se confuso, com interpretações variadas que vão desde a oscilação clássica entre o nacional e o cosmopolita até uma forma de hibridismo pós-colonial. Este artigo reinterpreta esses manifestos como uma forma de lidar com a condição pós-colonial do Brasil, analisando suas abordagens distintas à cultura nacional brasileira e seus envolvimentos com povos indígenas, afro-brasileiros e outras formas culturais historicamente excluídas.

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