PT - JOURNAL ARTICLE AU - Rubim, Gustavo TI - Egitos e Mesopotâmias, Caldeias e Babilônias AID - 10.3368/lbr.55.2.168 DP - 2018 Dec 01 TA - Luso-Brazilian Review PG - 168--176 VI - 55 IP - 2 4099 - http://lbr.uwpress.org/content/55/2/168.short 4100 - http://lbr.uwpress.org/content/55/2/168.full SO - Luso-Braz Rev2018 Dec 01; 55 AB - Partindo das importantes observações escritas por Murilo Mendes, antes da publicação (em 1952) de Invenção de Orfeu, de Jorge de Lima, este estudo assinala a fricção entre esse longo poema e um discurso crítico muito modelado pelo paradigma modernista brasileiro, caraterizado pela prevalência de interpretações etno-literárias centradas na nação e na especificidade nacional brasileira. As dificuldades interpretativas sublinhadas por Murilo Mendes apontam para uma poética que não nega, não combate nem pretende contrariar o moderno, mas que obscurece aquilo que a modernidade possa representar enquanto critério de criação e de inteligibilidade literária. A reinscrição do poético como fim em si mesmo, resistente à historicidade, e a complexificação da experiência da língua, são duas das principais operações de Invenção de Orfeu que, obscurecendo o moderno, esquivam o poema a qualquer apropriação pela ortodoxia modernista e seus imperativos culturais.