RT Journal Article SR Electronic T1 Autoknowledge and Encyclopedia Making JF Luso-Brazilian Review FD University of Wisconsin Press SP 185 OP 206 DO 10.3368/lbr.62.1.185 VO 62 IS 1 A1 Hendrickson, Janet YR 2025 UL http://lbr.uwpress.org/content/62/1/185.abstract AB This article examines two Brazilian encyclopedias created by literary writers: Wlademir Dias-Pino’s Enciclopédia visual and Qorpo-Santo’s Ensiqlopédia, ou seis mezes de huma enfermidade. Through the study of these encyclopedias, I propose that knowledge is a domestic practice that does not primarily consist of the reproducible, universalizing content traditionally associated with encyclopedias; rather, this practice is a mode of building and living in the space a person uses to comprehend things known. I locate knowledge in readers’—and these encyclopedia writers’—embodied encounters with the materials used to build this knowledge, grounding my arguments in place-based theories of knowledge and histories of the encyclopedia genre. I consider how the two Brazilian encyclopedias both symbolically and materially make the architectures of knowledge their writers inhabit. I also consider how the autoknowledge (a term I coin) facilitated by these projects ultimately embodies an ethics of invitation that allows readers to make their own knowledge in another’s place.Este artigo examina duas enciclopédias brasileiras criadas por escritores literários: a Enciclopédia visual de Wlademir Dias-Pino e Ensiqlopédia, ou seis mezes de huma enfermidade de Qorpo-Santo. Através do estudo desses projetos, proponho que o conhecimento é uma prática doméstica: não consiste primordialmente na produção de um conteúdo universal e reprodutível, tradicionalmente atribuído a enciclopédias; ao contrário, trata-se de uma prática de construir e habitar os espaços utilizados para apreender o que se conhece. Eu exploro o conhecimento que emerge dos encontros corporais que os leitores e os escritores aqui analisados têm com os materiais que utilizam para construir esses espaços, baseando-me em teorias espaciais do conhecimento e na história do gênero enciclopédico. Faço uma análise de como as duas enciclopédias brasileiras constroem, tanto simbólica quanto materialmente, as arquiteturas dos lugares que habitam os seus autores. Também considero como o conhecimento facilitado por esses projetos representa uma ética do convite que permite a quem lê a construção do seu próprio conhecimento no lugar do outro.